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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Orçamento...você faz?


Você faz um orçamento dos seus recebimentos e gastos mensais?
Gente... é impressionante o número de pessoas que dizem não a esta pergunta! Quando eu a faço na sala de aula é um zumzumzum...uns olham pro lado, outros falam que nem perdem tempo porque estão no vermelho mesmo..., poucos, poucos mesmo sabem quanto ganham e quanto gastam.
Saber quanto ganhamos é mais fácil...é verdade. Na maioria dos casos o valor da receita (do salário) varia pouco e assim podemos termos grande previsibilidade das receitas. O problema maior está nos gastos.
Vamos então fazer uma classificação dos gastos para começar a colocar ordem nessa “bagunça” que é a vida financeira de alguns. E aqui eu chamo a atenção, porque às vezes, só o ato de dar uma “arrumada”, uma organizada no orçamento, você já consegue muita coisa. Quantas vezes você já falou, “não sei para onde está indo meu dinheiro!!!”
Então vamos lá!!!
Despesas/ Gastos fixos “fixos”: não variam de um mês para o outro – por exemplo: prestação do carro, seguro, assistência médica, mensalidades escolares;
Despesas/Gastos fixos “que variam”: são contas que temos que pagar todo mês, mas o valor é variável – por exemplo: luz, agua, telefone;
Despesas programáveis – não acontecem todo mês, mas você precisa se programar para elas porque sabe que vão acontecer: viagem de férias, jantar de aniversário de casamento, manutenção do carro;
Gastos invisíveis – pequenos valores que você não previu e não se enquadram em nenhum dos anteriores – exemplo: presentes, pipoca na faculdade, cafezinhos, compras por impulso...
O maior perigo do descontrole no orçamento está nos gastos invisíveis. Eu sugiro a seguinte técnica para acabar com eles: é torna-los visível... isso mesmo, conhece-los, classifica-los. Por um mês anote todos os seus gastos, cada centavo que você gastar. Para isso tenha um caderninho à mão ou use a ferramenta de notas do celular. Assim você vai conseguir saber para onde está indo o seu dinheiro, identificar os gastos que são necessários e os que podem ser cortados.
Vejam bem... eu não digo para cortar o cafezinho com um amigo. De forma nenhuma!!! Consumir é muito bom! O que não é bom é não conseguir dormir porque não se tem os recursos necessários para pagar uma conta que vence amanhã!!! E aí se a alternativa for cortar alguns prazeres por um tempo, essa decisão terá que ser tomada.
Mas como fazer isso na prática, como enxergar os gastos invisíveis? Por exemplo, nos sábados à noite eu e minha família costumamos comer fora ou pedir algo para comer em casa. Eu sei que vou gastar com isso...então eu deixo previsto no meu orçamento numa linha que eu chamo “comer fora”.

Se neste mês que você anotou todos os seus gastos, observou que todo dia você gasta R$ 5,00 na faculdade, deixe uma linha no seu orçamento com o nome “Lanche na Facu” (5,00 x 5 dias x 4 semanas = 100,00). Viu...deixou de ser invisível! Você gasta em torno de R$ 100,00 por mês com pipoca, salgadinho, chocolate, etc... se você ganha 2 salários mínimos (R$ 1.760,00) esse gasto representa 5,68% do seu salário. Eu acho muito!!! Pense nisto!

Beijos, 

Adriana  

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Você tem medo de investir no Tesouro Direto?

Você deve ter ouvido de vários especialistas, colunistas de rádio e tv, que falam de finanças pessoais sobre as vantagens de se investir no tesouro direto, ao invés de se investir em outras aplicações mais tradicionais, a poupança, por exemplo.
E aí eu lhe pergunto: qual a sua reação frente a essa informação?  Vou colocar algumas respostas que eu acredito que podem ter surgido à essa pergunta:
a) Não tenho dinheiro mesmo...
b) Vou continuar com meu dinheiro na poupança porque eu já conheço como funciona e é mais seguro.
c) Eu gostaria de investir no tesouro direto, mas tenho receio...não seu como funciona.

Se você é do grupo que respondeu a alternativa a, tenho uma boa notícia para você. Para investir no tesouro direto, e mesmo na poupança, você pode começar com valores bem pequenos, no tesouro direto, o valor mínimo é R$ 30,00. Minha sugestão é que avalie seu orçamento, reveja seus gastos, renegocie sua dívidas, é possível que você consiga iniciar sua poupança antes do que você imagina.

Para os que responderam b, gostaria de sensibilizá-los sobre a força de acumulação dos juros, uma diferença percentual pequena (e a diferença entre a poupança e o tesouro direto não é pequena) pode fazer uma grande diferença no longo prazo. Por exemplo: Se você fizer uma aplicação de 100,00 por mês durante 5 anos, com rendimento liquido de 7% ao ano (próximo do que rende a poupança hoje) e uma de pelo valor e prazo, só que com rendimento de 12% ao ano, você terá um ganho de mais de R$ 900,00 (são 9 meses de poupança) sem que você tenha feito nada para “ganhar” esse dinheiro, além de escolher uma aplicação mais rentável.
Pagamento
100,00
100,00
Prazo
60 meses
60 meses
Rendimento Líquido
7% ao ano
12% ao ano
Valor Acumulado
             7.119,55
      8.034,12

Para os que responderam a alternativa c, gostaria de tranquiliza-los. É bem fácil. O site do tesouro direto (http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto) lhe dá todas as informações. Entra lá, dá uma olhada, se informe, e se ainda tiver dúvidas de como aplicar, pergunta aqui nos comentários.

Ainda pensando em quem respondeu a...na próxima semana vamos falar um pouco sobre orçamento?

Adriana Barbosa Sousa Silva


quarta-feira, 23 de março de 2016

Quando começar a se preparar a aposentadoria?

“Mas tudo passa, tudo passará, nada fica, nada ficará…” como diz a música de Nelson Ned tudo passa, a vida vai passando desde que nascemos, é como uma estrada onde se vê muitas paisagens lindas, outras difíceis de ver, situações que nos deixam tristes, buracos que quebram o carro, ou furam o pneu, e aí paramos para consertar e as vezes não tem socorro perto, temos que nos virar .

Apesar de tudo passar, muito fica e ficará, as dificuldades vividas, sejam elas financeiras, com a saúde, profissionais, familiares, amorosas, todas experiências que nos marcam e muitas vezes colaboram para mudar nossa rota, mas o que importa é que parte da estrada passou, e em uma certa altura da estrada damos uma paradinha para avaliar como chegar ao fim daquela estrada e entrar em outra, chamada Aposentadoria.

No Brasil cultuamos a juventude, ser jovem é ter tudo, força física, saúde, beleza, inúmeras oportunidades, permissão para errar, ser imaturo e ser perdoado, é poder mudar a rota várias e várias vezes. Apesar de esse assunto muitas vezes povoar as mentes pode não ser verdade para todos.

Nós brasileiros temos muita dificuldade de pensar no futuro, de pensar em aposentadoria, em admitir que estamos envelhecendo, e aí vamos protelando, mas continuamos com aquela preocupação, como será minha aposentadoria, preciso me preparar para ela, como será minha vida financeira, mas tudo fica no campo do pensamento, pré ocupo a mente, mas não tenho ação.

Por volta dos 45 anos essa preocupação começa a ganhar espaço, como disse o psicanalista e professor Paulo Endo (2002).   “Nãosomos mais jovens e ainda não nos tornamos velhos." O que somos, afinal? O que vem a partir de agora?

Apesar do sentimento de incerteza, é preciso admitir que cerca de metade da vida passou e que a aposentadoria está mais próxima, e a filosofia do Zeca Pagodinho “Deixa a vida me levar” não pode ser a sua filosofia, é preciso planejamento, sair do campo das ideias, senão como diz minha amiga Yara Marques que trabalha com previdência complementar quanto a aposentadoria chegar, você vai se achar no direito de um período “sabático”, do tipo “agora quero viajar, depois penso naquilo que vou fazer”.

Esse tipo de pensamento sem planejamento financeiro prévio pode significar:

1º- Visitas frequentes à empresa, com o objetivo de prestar serviços;
2º- Cliente do empréstimo consignado;
3º- Cancelamento do plano de saúde ou redução do nível de cobertura;
4º- Mudança de residência, começando do lindo apartamento construído durante toda a vida para uma casa, livrando-se da taxa condominial; da casa de 4 dormitórios na cidade para a casa de 3 dormitórios na praia, da casa de 3 dormitórios para a de 2 dormitórios;
5º- Tentativas de revisão de benefícios previdenciários, gerando expectativas e gastos com advogados.

Vi um dia desses uma jovem publicitária relatando um cenário muito parecido ocorrido com a própria família depois da aposentadoria do pai, que além dos problemas financeiros acabou tendo que enfrentar e ainda enfrenta problemas de saúde decorrentes da transição “vida profissional ativa” para “vida de aposentado”. Essa publicitária com cerca de 25 anos de idade relatou que começará já a se preparar a aposentadoria.
  O preparo financeiro é imprescindível, mas não é só. O primordial mesmo é o preparo da alma, somos filhos de uma sociedade que preza pela produção, os brasileiros em sua maioria tem sua origem nos campos ou na indústria, ou seja, um dia produtivo pode ser materializado, quantificável, seja em termos de terra plantada, plantio colhido, peças fabricadas, e por aí vai, ou seja, comerás com o suor do teu rosto.
  Há uma dificuldade muito grande nessa passagem, deixar de cumprir horário, ter uma rotina, ter uma meta para bater, dar satisfação para o chefe, para os clientes, para a equipe de trabalho. 
E você como encara sua aposentadoria? Seu futuro? E as mudanças que a vida impõe?
Pense nisso
Voltaremos ao assunto.

Carla Silva